cuidado ao pegar empréstimo

Cuidados ao fazer um empréstimo

Cuidados ao fazer um empréstimo consignado

Muita gente considera os empréstimos grandes vilões das finanças pessoais, pois eles geralmente significam dívidas longas com altos juros para pagar. No entanto, em muitas situações, eles são necessários e até vantajosos. Basta conhecer os prós e contras envolvidos, bem como as melhores alternativas de crédito de acordo com o seu objetivo.
Pensando nisso, listamos neste artigo 6 cuidados necessários ao fazer empréstimos, para que você use essa alternativa da melhor maneira possível.

•Avalie a sua necessidade de crédito;
•Faça um planejamento para pagar as parcelas;
•Conheça as modalidades de crédito disponíveis no mercado;
•Pesquise os prazos e taxas de juros;
Cuidado com golpes e fraudes;
•Leia o contrato antes de assinar.

O que é empréstimo?

Empréstimo é um contrato no qual um cliente recebe uma quantia em dinheiro de uma instituição financeira, devendo devolver o valor com juros dentro do prazo combinado.
Os juros, o número de parcelas e o tempo de pagamento são determinados pela credor, devendo ser respeitados pelo tomador sob pena de multas e punições.

Um dos motivos mais comuns que levam alguém a recorrer empréstimos é viabilizar a abertura ou a expansão do próprio negócio. Porém, lembre-se sempre: não é recomendável depender apenas do dinheiro de empréstimos para este fim, já que as parcelas a serem pagas se tratam de uma dívida.

Caso queira abrir uma empresa ou ampliar sua operação, procure variar as formas de conseguir capital, como recorrer a um investidor anjo ou fazer um IPO (se possível).

Empréstimos também são muito usados para cobrir dívidas altas e realizar sonhos, como viagens, casamento, intercâmbio e compras de carros ou imóveis.

Quais são os cuidados necessários ao fazer empréstimos?
São muitos os fatores que você deve considerar antes de pegar um empréstimo: juros, condições de pagamento e até a possibilidade de fraudes e golpes devem estar no seu radar para fazer tudo com total segurança.

Por isso, antes de fechar o contrato, confira a seguir a nossa checklist de cuidados necessários ao fazer empréstimos.

1. Avalie a sua necessidade de crédito

Por qual motivo você precisa do dinheiro? Pensar nisso é um dos primeiros cuidados necessários ao fazer empréstimos. Dependendo da sua realidade financeira, tomar crédito para fazer viagens ou ter mais dinheiro para compras pode tornar a sua situação ainda mais complicada.
Em outros casos, como renegociar a dívida do cheque especial, abrir uma empresa ou conseguir dinheiro para um imprevisto familiar, pegar o empréstimo pode ser realmente necessário.

O ideal é evitar recorrer ao empréstimo se você puder juntar dinheiro por alguns meses e adiar a compra, seja qual for. Caso o crédito seja necessário, ajuste seu orçamento pessoal para absorver essa dívida da melhor forma possível.

2. Faça um planejamento para pagar as parcelas

Antes de entrar em uma dívida, esteja preparado para sair dela. Um empréstimo não pode se tornar um compromisso que você não consiga honrar, e montar um planejamento financeiro é essencial para evitar esse tipo de problema.
O valor reservado para pagar as parcelas não pode ultrapassar 15% da sua renda mensal. Caso contrário, pode faltar dinheiro para contas básicas, como aluguel, água, luz e supermercado, o que fará com que você contraia novas dívidas.

Também tenha cautela ao aceitar propostas de empréstimos em suaves prestações, pois elas geralmente são muitas. Lembre-se: quanto menor for o período que essa dívida ficar com você, melhor será para as suas finanças. Imprevistos podem acontecer, e será melhor para você estar com o orçamento em dia quando eles vierem.

Outro ponto de atenção são os custos extras do empréstimo, como juros, tributos e encargos em caso de atraso no pagamento. Antes de fechar o contrato, considere sempre o Custo Efetivo Total (CET), que leva em conta todas essas variáveis.

3. Conheça as modalidades de crédito disponíveis no mercado

Não solicite crédito antes de conhecer as principais modalidades disponíveis no mercado.
Esse é um dos principais cuidados necessários ao fazer empréstimos, já que as diferenças entre os tipos de crédito podem ser decisivas para conseguir condições de pagamento alinhadas ao seu orçamento.

Confira a seguir as opções mais conhecidas do mercado.

Cheque especial e cartão de crédito
Por serem parte do nosso dia a dia, muita gente se esquece que o cartão de crédito e o cheque especial são formas de tomar empréstimos de instituições financeiras.

A principal vantagem da dupla em relação aos outros tipos é a facilidade de acesso ao crédito. O limite já está pré-aprovado, basta utilizar de acordo com a necessidade.

No entanto, essa facilidade tem um preço: os juros dessas duas modalidades são os mais altos do mercado.

Portanto, ao usar o cartão de crédito, pague a fatura em dia e jamais recorra ao parcelamento. E se precisar entrar no cheque especial, procure cobrir o valor utilizado o mais rápido possível, para não sofrer com as taxas.

Empréstimo pessoal
Apesar de também ter os juros altos, o empréstimo pessoal tem taxas de juros melhores que as do cartão de crédito e as do cheque especial.

Ao receber esse tipo de solicitação, o banco faz uma análise de crédito da pessoa, para verificar seu histórico financeiro e checar se o nome dela está limpo. Se estiver tudo certo, o crédito é liberado em menos de 24 horas, mediante assinatura do contrato.

As parcelas são pagas mês a mês, de acordo com os valores e os prazos combinados na negociação.

Empréstimo consignado
No empréstimo consignado, o pagamento é descontado diretamente do salário, aposentadoria ou pensão, com parcelas limitadas a 30% do total desses benefícios.

Trata-se da modalidade com a menor taxa de juros do mercado, já que instituição financeira não corre o risco de deixar de receber as parcelas.

A desvantagem é que essa opção não está disponível para todos, apenas para quem é aposentado, pensionista do INSS ou trabalha em uma empresa que tenha convênio com o banco.

Empréstimo com garantia
Nesta modalidade, é possível oferecer um bem de valor como garantia, para conseguir juros menores e mais prazo para pagar as parcelas. A ideia é que, se a pessoa deixar de honrar o compromisso, o banco tome para si o item penhorado para cobrir o valor do prejuízo.

Entre os itens aceitos como garantias em empréstimos estão carros, imóveis e joias, desde que estejam registrados no nome da pessoa que está solicitando o crédito.

Financiamentos
Financiamentos funcionam de forma muito parecida com os empréstimos pessoais, mas com uma diferença importante: os recursos devem ser utilizados da maneira pré-definida em contrato.

Os financiamentos mais comuns são os automotivos e os imobiliários. Por serem compras de alto valor, é normal que as pessoas procurem bancos ou financeiras para viabilizar a o sonho do carro ou da casa própria.

4. Pesquise os prazos e taxas de juros

Um dos principais cuidados necessários ao fazer empréstimos é fazer uma boa pesquisa dos prazos e taxas de juros oferecidos por diferentes instituições.
Você pode conversar com o gerente do seu banco para saber o que ele tem a oferecer, mas não se atenha a isso. Verifique em outros bancos, financeiras e sites de crédito on-line para comparar as opções.

Por terem operações mais enxutas, algumas empresas que só operam pela internet pode conseguir condições melhores, como taxas de juros mais baratas e processo de contratação mais simples.

5. Cuidado com golpes

Muitas empresas de fachada se aproveitam da necessidade das pessoas para aplicar o golpe do falso empréstimo, enganando os consumidores e tomando seu dinheiro. Para se prevenir, é fundamental conhecer a reputação da instituição de onde você está tomando dinheiro.
Não há problemas em pegar empréstimos em instituições menos conhecidas, mas sempre verifique se a empresa realmente existe e se tem autorização para oferecer crédito. Você pode se informar pelo site do Banco Central ou pelo telefone 145.

As mídias sociais também podem ajudar na sua pesquisa, por meio das opiniões de clientes no Facebook, Twitter e sites como o Reclame Aqui.

Além de fazer uma boa pesquisa, você deve tomar outros cuidados necessários ao fazer empréstimos, como:
•Desconfie de ofertas com excesso de facilidades (sem análise de crédito ou exigência de documentos, por exemplo);
•É proibido solicitar depósito antecipado ao conceder empréstimo. Se alguma empresa fizer essa exigência, fuja da cilada;
•Não aceite pagar empréstimo em conta de pessoa física;
•Guarde o material publicitário do empréstimo, pois as informações que constam ali devem ser cumpridas;
•Cuidado com seus dados pessoais. Compartilhe apenas o que for necessário;
•Fique atento a sites falsos simulando grandes bancos: verifique a URL, se a conexão é segura e a informações de rodapé, como CNPJ, razão social e endereço.

6. Leia o contrato antes de assinar

Infelizmente muita gente ignora um dos principais cuidados necessários ao fazer empréstimos: ler o contrato antes de assinar.
Isso é fundamental para que a pessoa não tenha surpresas no meio do caminho, ficando ciente de todas as taxas de manutenção, reajustes, possibilidades de cancelamento e outros pontos importantes.

Dessa forma, se houver cláusulas com as quais você não concorde, há a possibilidade de negociar ou procurar outra instituição que atenda às suas expectativas.

Agora que você já conhece os principais cuidados necessários ao fazer empréstimos, está pronto para garantir a sua segurança financeira ao tomar crédito de instituições. Avalie a sua situação, faça um planejamento e fique atento a possíveis fraudes e golpes. Assim, você evita dores de cabeça e consegue pagar as parcelas com tranquilidade.

Se você está consciente e quer fazer um empréstimo, faça uma Simulação agora mesmo.

SIMULAÇÃO DE EMPRÉSTIMO

Fonte: Xerpa

O que é pix

O que é o PIX

O que é PIX? A revolução dos pagamentos

 

Na prática, entre suas várias funcionalidades, ele permite fazer transferências e pagamentos em até dez segundos (ao contrário de TED ou um DOC que podem levar horas ou até dias para acontecer), sendo que essas transações podem acontecer 24 horas por dia, em todos os dias do ano, inclusive nos finais de semana e feriados.

Com o PIX, também poderemos fazer transferências digitando apenas o celular ou CPF da pessoa que vai receber o valor, eliminando a necessidade de digitar todos os dados da conta.

Ou seja, acabou pros caloteiros de plantão…

E não só isso, também será possível fazer pagamentos em tempo real a lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, além de quitar contas de água e luz, e até recolher impostos.

Portanto, a dinâmica dos fluxos de pagamentos mudará de forma geral, sem necessidade de intermediários: o dinheiro vai da conta de origem direto para a conta destino.

Lembrando que hoje, para um pagamento eletrônico acontecer, é necessária uma conta origem e uma conta destino, mas também um emissor de cartão (banco), uma adquirente (dona da maquininha), uma bandeira de cartão e um processador (que conecta todos os intermediários).

Segundo o Banco Central, o PIX, além de aumentar a velocidade dos pagamentos e das transferências, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado, baixando o custo das transações e promovendo a inclusão financeira de pessoas desbancarizadas – já que não é preciso ter uma conta em banco para usar o sistema.

Como ficam os bancos e adquirentes nessa história?

O Banco Central do Brasil iniciou no dia 5 de outubro o cadastramento dos usuários pelas instituições no PIX, através de até três chaves (CPF para PF, CNPJ para PJ, número de telefone celular ou endereço de e-mail) em uma ou mais instituições de sua escolha. No momento, o PIX é o tópico mais monitorado no setor bancário, já que os participantes do mercado o veem como uma proxy de onde os clientes estabelecerão sua conta principal, farão transações e manterão relacionamento.

Segundo o analista de instituições financeiras da XP, Marcel Campos, a visibilidade do impacto aos bancos e adquirentes ainda é baixa justamente porque precisamos monitorar a aderência ao PIX. Portanto, a velocidade e o volume disso ainda são difíceis de quantificar, mas algumas linhas serão afetadas: receita de serviços de varejo, como TED, DOC, valor agregado de conta corrente, cartão de débito, boleto, cheque. Apesar da compensação pelo aumento da penetração do setor financeiro, ainda haverá receita caindo.

Olhando para frente, apesar da maior competição no setor bancário e dos impactos macroeconômicos, como potencial aumento da inadimplência devido à pandemia, as ações dos bancos estão significativamente descontadas. Na visão de Marcel, os preços das ações pioraram mais que os fundamentos das empresas. A potencial valorização, combinada aos dividendos atrativos pode trazer uma oportunidade aos investidores. Dentre seus nomes preferidos, estão Banco do Brasil e Bradesco. Veja abaixo as teses de Marcel Campos.

Bradesco e Banco do Brasil também fazem parte da nossa seleção de “queridinhas” da Bolsa de outubro. Segunda que vem teremos a atualização dessa seleção! Quer saber quais são as ações preferidas dos gestores e analistas do mercado? Só clicar aqui.

Banco do Brasil (BBAS3)

Barato, defendido e digitalmente competitivo
Banco do Brasil é a ação preferida de Marcel do setor bancário, com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 43,00. Ele acredita que o preço atual implica uma destruição de valor não coerente com a atual posição defensiva do banco, criando assim uma oportunidade de valor. Além disso, por ser digitalmente competitivo, possui uma vantagem relevante à medida que os novos participantes digitais se tornam concorrentes ferozes.

Operacionalmente defendido. Com empréstimos consignados e rurais representando 40% da carteira, Marcel acredita que os ativos do BBAS estão bem defendidos. Por outro lado, seu passivo se beneficiou do movimento de depósitos de clientes que buscaram liquidez, com poupanças, depósitos à vista e a prazo crescendo consideravelmente no início do ano, enquanto seu índice de capital nível I e de cobertura permanecem altos (que mostram solidez patrimonial e financeira). O banco ainda é menos dependente da receita de serviços, sua tesouraria é basicamente passiva (menos arriscada) e está menos exposto ao câmbio devido ao menor patrimônio líquido no exterior.

Digitalmente competitivo. O Banco do Brasil foi o primeiro a entrar no mundo digital. De 2012 a 2019, o Banco do Brasil investiu R$ 24 bilhões em tecnologia, o que resultou em um banco digitalmente competitivo. Para exemplificar, o banco possui a maior penetração em celulares Android, bem como o maior número de usuários ativos entrando no app. Por fim, o BB ainda possui boas avaliações de usuários e uma estratégia omnichannel coerente.

Bradesco (BBDC4)

Bancassurance
Marcel possui recomendação de Compra para o Bradesco e um preço-alvo de R$ 27. Na sua visão, o balanço do Bradesco é sólido e o banco está menos exposto a créditos mais arriscados do que em outras crises. Além disso, o negócio de seguros oferece ao banco uma defesa extra de curto prazo e melhores perspectivas de longo prazo. Por fim, os múltiplos atuais são atrativos com o banco negociando a 8,6x P/L e 1,3x P/PL, ambos em 2021.

Fonte diversificada de receitas. Como um dos maiores bancos múltiplos locais, o Bradesco alcançou uma fonte diversificada de receita; no 1T20, 31% da receita do banco vieram de seguros, enquanto os outros 69% vieram de operações de crédito, subsidiárias e receita de serviços. De fato, o banco possui: i) a maior seguradora do Brasil com 24% de participação de mercado; ii) a 3ª maior carteira de crédito, com R$ 480 bilhões; iii) a maior operação de varejo com 4,4 mil agências; iv) um dos maiores bancos de investimento, bem rankeado em fusões e aquisições, ECM, DCM, project finance etc. e; v) diversas subsidiárias, tais como Cielo, IRB, OdontoPrev, Fleury, Digio, Next, Elopar e outras.

Sinergia entre os negócios. A sinergia criada pelo banco entre seus negócios cria vantagens comparativas de longo prazo. Como exemplos, temos: i) o financiamento de varejo é usado para impulsionar o banco de atacado; ii) os produtos de seguros e empresas associadas são distribuídos através da capilaridade de varejo do banco; e iii) banco corporativo distribui os produtos bancários a grandes clientes corporativos.

Resumo do dia: Corrida da vacina para não virar maratona

(por Lucas Collazo)

 Mercados amanhecem em recuperação após correção de ontem, na expectativa de mais resultados na “corrida das vacinas”. Nos EUA, os futuros sobem entre 0,9% e 1,1%, já na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,36%.

Depois da Pfizer na segunda, a expectativa se voltam para a vacina da Moderna, que deve declarar resultados nos próximos dias. Mas é melhor segurar a emoção: a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que a demanda global de petróleo não verá o efeito da vacina até o final de 2021, enquanto os presidentes do Banco Central europeu e britânico alertam sobre uma euforia prematura quanto a vacina.

Eleições norte-americanas: a China cumprimentou a vitória de Joe Biden, que também confirmou ter vencido no estado do Arizona, o que torna mais difícil um processo onde o atual presidente Donald Trump conteste o resultado.

Enquanto isso, os investidores seguem na discussão sobre uma mudança na estratégia de investimento em empresas – uma rotação chamada de “value x growth” (valor vs crescimento), onde os investidores passam a focar em ativos de valor e não mais naqueles com horizontes de crescimento muito expansivos, como vinham fazendo ao longo deste ano.

Vale lembrar que, historicamente, as ações de valor tendem a superar as de crescimento no longo prazo, mas, de cerca de 10 anos para cá, essa lógica já não parece mais tão clara.

Aqui no Brasil,  atenções voltadas para as eleições municipais que acontecem no domingo. O resultado tende a ser usado para medir o capital político que pode ser empenhado para avançar nas discussões do espaço orçamentário para o Renda Brasil – ainda que as definições devam ficar apenas para dezembro. Ainda repercute a fala de Paulo Guedes na manhã de ontem, dizendo que, caso haja uma segunda onda de coronavírus, a prorrogação do auxílio emergencial é uma certeza.

Fonte: Rico